você aí e eu aqui
ambos olhando para o que pode vir...
à ser
meu olhar cruzou com o seu
meu andar e o seu percebeu
que tinha algo novo no a pairar
não pude me safar
faz algum tempo que não abro essa brecha
fechei meu corpo para aquela tal flecha
do astuto anjo caído, destemido
que me rondou
mirou... e sei lá...
podiamos até deixar como está
mas o frio do meu coração
cansou de tanto gelo e então
veio a chance
da revanche
e agora
vigora um suspense esquisito
parece até picada de mosquito
que coça e não cessa em sarar
e aí? resistir? pra quê...
se o que dói é pra se doer
se o rio segue e é pra correr
o tempo cura, não vou me deter
pra viver... e ver.
a paisagem que está no olhar
o toque que é pra tocar
o calor que é pra abafar
tanta coisa que fica
no ar...
vou brincar de pagar pra ver...
minhas notas têm meu valor
meu preço é o que posso compor
nessa trilha que cruza na sua
teu apreço tom compactua
com o que tu pareces querer
deter...
e se a gente fingir ser
dois guris
e deixar esses quentes febris
tira esse muro do olhar
e me deixa te mergulhar
nessas paredes de excelência
apreciar a existência
desculpe a insistência
é que eu aprendi assim
a menos dizer não e, só dizer sim
ai de mim
que não me privo do escuro
e pulo, no duro
chão que tem pegada e armadilha
e segue o meu eu nessa trilha.
ambos olhando para o que pode vir...
à ser
meu olhar cruzou com o seu
meu andar e o seu percebeu
que tinha algo novo no a pairar
não pude me safar
faz algum tempo que não abro essa brecha
fechei meu corpo para aquela tal flecha
do astuto anjo caído, destemido
que me rondou
mirou... e sei lá...
podiamos até deixar como está
mas o frio do meu coração
cansou de tanto gelo e então
veio a chance
da revanche
e agora
vigora um suspense esquisito
parece até picada de mosquito
que coça e não cessa em sarar
e aí? resistir? pra quê...
se o que dói é pra se doer
se o rio segue e é pra correr
o tempo cura, não vou me deter
pra viver... e ver.
a paisagem que está no olhar
o toque que é pra tocar
o calor que é pra abafar
tanta coisa que fica
no ar...
vou brincar de pagar pra ver...
minhas notas têm meu valor
meu preço é o que posso compor
nessa trilha que cruza na sua
teu apreço tom compactua
com o que tu pareces querer
deter...
e se a gente fingir ser
dois guris
e deixar esses quentes febris
tira esse muro do olhar
e me deixa te mergulhar
nessas paredes de excelência
apreciar a existência
desculpe a insistência
é que eu aprendi assim
a menos dizer não e, só dizer sim
ai de mim
que não me privo do escuro
e pulo, no duro
chão que tem pegada e armadilha
e segue o meu eu nessa trilha.

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