: poesia pro seu dia :

versos da poeta Cris Rangel e e devaneios dos alter-egos artisticos...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CARIDOSA

O que seu Buda diz enquanto no supermercado você afana copos de cristal?
Esta sua imagem santa se cala enquanto desejas em décima potencia a volta das coisas que te fazem mal.

Não me faço do discurso. Não é o meu recurso.
Faço meus carinhos no mundo. Vá cheirar seu rabo vagabundo.
Ponho minha capa protetora de quem não sabe o que vestir.
Piso um passo atrás do outro pra ter a onde ir.
Não quero desistir. Caí aqui e ali.A cicatriz ainda dói e sei que posso me ferir.

Tua caridade está estampada na parede. Dá comida a quem tem fome e água a quem tem sede. Suas inimizades gritam tudo em você. Pra que saiba e não deixarão esquecer.
Disso não posso reclamar. Até meus inimigos sabem elogiar. Alguns até gostaram de ao meu lado estar. Poucos souberam aproveitar.
Não se confunda na profunda vaidade. Nesta punheta de talentos que é só uma paisagem.
Gozando uma genialidade que dorme ao relento. Os defeitos coçam a boca deste teu mundo pequeno. 
Este veneno que escorre na boca de canto.Este besta e escuro plano. 

2 Comentários:

Blogger Rafael Carvalho disse...

Impressionante como a vida se manifesta em palavras pra dizer quem já fomos um dia, quem somos. Esse "fomos" que relembra aquela fome de querer mergulhar nos dias felizes e tristes do passado, seria isso tudo se fazer presente? Não sei, e provavelmente vc tb não sabe, importante é viver agora. Fale sempre! Fale mais!

18 de julho de 2011 às 19:45  
Blogger Vicente Canato disse...

gosto sempre e muito. lembre-se sempre e muito também de relembrar-me deste espaço. bom ter passado por aqui. beijinho!

19 de julho de 2011 às 08:04  

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