: poesia pro seu dia :

versos da poeta Cris Rangel e e devaneios dos alter-egos artisticos...

sábado, 23 de julho de 2011

eu não sei não
é tanta falta de visão
distorcendo o que nunca teve perfeição
e o que tem de melhor
o que tem de não
já vale a provocação

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CARIDOSA

O que seu Buda diz enquanto no supermercado você afana copos de cristal?
Esta sua imagem santa se cala enquanto desejas em décima potencia a volta das coisas que te fazem mal.

Não me faço do discurso. Não é o meu recurso.
Faço meus carinhos no mundo. Vá cheirar seu rabo vagabundo.
Ponho minha capa protetora de quem não sabe o que vestir.
Piso um passo atrás do outro pra ter a onde ir.
Não quero desistir. Caí aqui e ali.A cicatriz ainda dói e sei que posso me ferir.

Tua caridade está estampada na parede. Dá comida a quem tem fome e água a quem tem sede. Suas inimizades gritam tudo em você. Pra que saiba e não deixarão esquecer.
Disso não posso reclamar. Até meus inimigos sabem elogiar. Alguns até gostaram de ao meu lado estar. Poucos souberam aproveitar.
Não se confunda na profunda vaidade. Nesta punheta de talentos que é só uma paisagem.
Gozando uma genialidade que dorme ao relento. Os defeitos coçam a boca deste teu mundo pequeno. 
Este veneno que escorre na boca de canto.Este besta e escuro plano.